quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Em Versailles

Salut!

Ontem eu não tive aula e fui pro centrinho de Jouy no horário comercial pela primeira vez pra tentar resolver algumas coisinhas, como abrir conta no banco, mandar um cartão postal e comprar um chip pro celular. Mas as coisas não são tão simples quanto parece... quando cruzei uma das ruas comerciais, achei estranho, pois tava quase tudo fechado. Felizmente, o correio estava aberto.consegui mandar a carta e fui pro banco. Adivinha se tava aberto??? Não! Ele fecha às segundas. Mas isso porque abre no sábado, então dei um desconto.

Na verdade, o lance do correio me deu um pouco de irritação, já que aqui no campus os edifícios de dormitórios têm sempre algum escritório no térreo e no meu tem uma agência de correios. Tinha pensado: "Êba, vou poder enviar facilmente cartas pro Brasil!" Errado! Eles não enviam cartas internacionais desta agência. Tem que ser a de Jouy mesmo... Paciência.

Bom, outra coisa que eu queria fazer era comprar um chip de celular, pra poder facilitar o contato com as pessoas daqui e do Brasil também. Aí eu descobri que não tem agência aqui em Jouy, só em Versailles. Então resolvi aproveitar essa desculpa pra ir conhecer a cidade!

Eu tinha olhado no google maps a rota, mas como era pertinho e simples (1,5 Km) não anotei a rota, pois achei que ia conseguir informação fácil lá na estação quando chegasse. Outro engano do dia! Ninguém soube informar. Aí resolvi perguntar pra uma dupla de policiais que estava passando. Eles não sabiam, mas um deles olhou no smartphone, viu que era perto e tentou me explicar, mas achou muito complicado explicar pra uma estrangeira. Olha só como as coisas são...  pra facilitar, ele teve a brilhante idéia de me oferecer uma carona. Eu aceitei. Então fomos até a viatura e ele explicou pro policial que estava no volante e nós 3 entramos na viatura... Sem noção!! O cara cometeu atrocidades pela cidade: Andou na contramão, quase atropelou diversos pedestres, inclusive uma velhinha e ainda por cima passou no vermelho, mas antes disso ele teve a cara de pau de ligar a sirene!! Eles estavam sendo gentis, claro, mas só comigo!

Cheguei na operadora e saí com um lindo número de celular!! Se alguém se interessar pelo número, posta um comentário ou me pede por e-mail, que eu passo. 
Burocracias (parcialmente) resolvidas, fui conhecer a cidade! Flanar novamente! Uma coisa que me encanta de estar aqui é saber a história que têm esses lugares que eu passo. É simplesmente intrigante saber que tanta coisa se passou por essas ruas. Logo ali, ao lado da operadora de celular estava essa viela da foto abaixo. Hoje funcionam cafés, restaurantes e lojinhas de diversos tipos... Aí eu me pergunto: O que já funcionou ali desde a construção? Como eram as pessoas que passaram ali nas diversas épocas? Essas coisas... Por isso sinto uma vontade imensa de assistir filmes de época que se passam nesses lugares. Quero imaginar tudo isso. Até pedi pro Victor (primo cineasta) alguma sugestão, mas se alguém quiser dar alguma dica, será ótimo!

Seguindo, fui em direção ao Chateu de Versailles (o tal do Castelo) sem saber se estaria aberto, se a visita ao jardim seria cobrada, etc. Apenas fui. Me disseram era lindo e que só a visita ao jardim já valia a pena, mas que ele fica incrível na primavera. Fui descobrindo o caminho e também a cidade. Passei por muitos predinhos fofos, como este abaixo, que hoje é um hotel. Até que cheguei. 


O palácio é um absurdo em todos os aspectos: É enoooorme (nem cabe na foto), é de uma pompa tremenda (tem vários detalhes dourados na arquitetura externa, que eu não me espanto se realmente for ouro) e também de uma riqueza artística muito interessante (tem centenas de esculturas na fachada e nos jardins do castelo). E isso que eu nem entrei, tô falando só da parte externa.


Por enquanto ainda não entrei em nenhum museu. Quero fazer isso com calma, depois que eu descobrir a cidade. Sei que terei tempo pra isso.
Fui contornando o castelo em direção aos jardins e deu certo! Quando eu percebi, já estava lá! Não precisei de ingresso. Só de andar do lado de fora e olhar para as enormes janelas já dá pra perceber a pompa do lugar: painéis no teto, tudo muito rococó, sei lá... Não consigo imaginar uma coisa similar nos dias de hoje: Se um rei fosse realmente muito abastado e poderoso, como seria um palácio moderno?? A resposta eu não sei, mas certamente seria muito diferente disso. Não seria nem aceitável tamanha soberba. 

A próxima foto é a vista do castelo a partir dos jardins (novamente não coube na foto):

 
Se o palácio já é é enorme, imagina o jardim! Na foto abaixo, dá pra ter uma noção da dimensão. Lá embaixo está o prédio, o resto é jardim e nem aparece por completo, ainda falta um pedaço!


Uma das coisas legais do jardim é o uso de fontes. Tem vários espelhos d'água em vários tem uma escultura incrível no centro. Quando eu fui as fontes estavam desligadas. Não sei se isso foi bom ou ruim. Por um lado perdi essa atração, mas em compensação, consegui ver as esculturas com muito mais detalhes do que se as fontes estivessem funcionando. Tentei dar um zoom, meu recurso fotogáfico é um tanto limitado. 


Além disso as fontes estavam refletindo o céu lindamente. Acho que consegui captar um pouco disso em algumas fotos, como essa aqui:


Uma coisa engraçada é que não sei por que (deve ser para evitar neve), a maioria das esculturas do jardim estavam cobertas com uma lona, o que dava um aspecto de defunto embalado a elas. Muito estranho...
O jardim é para o povo local uma espécie de parque. Então cruzei com diversas pessoas praticando esporte: caminhada, corrida, ciclismo... 


O céu estava especialmente bonito e já era final de tarde, então foi ficando cada vez mais lindo! Começou a garoar e fiquei um pouco preocupada, porque ainda tinha uma longa caminhada até o campus. As fotos abaixo eu tirei já na saída do castelo, do lado de fora. Essa estátua do cavalo é o Luis XVI (acho). 

Depois de me perder umas duas vezes e parar em algumas lojas, finalmente encontrei a estação de trem e cheguei no campus na última hora pra pegar o jantar no refeitório... Aliás, isso é uma coisa que me aflige: Se vacilar nos horários, fico meio sem ter o que comer. Até tem uma lanchonete com um horário alternativo e umas máquinas de sanduíche (íche... hihi) em alguns prédios, mas só. A cidade é bem pequena e um tanto longe do campus pra fazer um lanchinho e voltar. Estou contornando a situação comprando algumas coisinhas de comer pra ter no quarto e evitar esse tipo de situação, como granola, castanhas, frutas, torrada e nutella (humm). Hoje pela primeira vez eu jantei no quarto!

Por hoje é só.

À demain!



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